Caçador de Estilos Perdidos: Carinthian Steinbier

Imagine produzir cerveja sem panela de inox, sem caldeira de cobre, sem fogareiro e sem qualquer controle de temperatura. Agora imagine uma tina de madeira cheia de mosto, uma fogueira ao lado e pedras incandescentes sendo carregadas com pinças até dentro do líquido. É dessa forma que nasce a Carinthian Steinbier, tema deste Caçador de Estilos Perdidos.

Neste episódio, o Brassagem Forte reconstrói a lógica de produção de uma cerveja que resistiu à industrialização até o início do século 20, na região da Caríntia, sul da Áustria.

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Brassando com Estilo: Australian Sparkling Ale

A Australian Sparkling Ale é um daqueles estilos que existem pela teimosia de um país que herdou a tradição cervejeira britânica, tentou replicá-la num clima completamente hostil e acabou inventando algo próprio no processo.

Neste episódio, Henrique Boaventura recebe Duan Ceola, especialista em lúpulos e professor da Escola Superior de Cerveja e Malte, que já ganhou medalhas produzindo esse estilo. A conversa vai da história à receita de uma Australian Sparkling Ale, passando pela divergência que existe entre BJCP e Brewers Association sobre como esta cerveja deveria ser.

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck e da EZbrew.

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Nacional das Acervas e a nova Diretoria Acerva Brasil, com Jana Meireles e Thiago Panda

19 anos o Nacional das Acervas reúne cervejeiros e cervejeiras de todo o Brasil para concurso, palestras, confraternização e, principalmente, para articular o movimento associativista da cerveja caseira.

Em 2026, pela primeira vez, o evento aconteceu no Centro-Oeste: Campo Grande, Mato Grosso do Sul. No Brassagem Forte, Tiago Panda, organizador local e membro de quatro diretorias consecutivas da Acerva Brasil, e Jana Meirelles, nova presidenta da entidade, contaram os bastidores do evento, os números do concurso e o que a nova gestão planeja para o movimento.

Vem ouvir!

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck e da EZbrew

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Madeiras brasileiras também ganham medalhas

Quando o assunto é cerveja maturada em madeira, o pensamento vai para carvalho americano, barril de bourbon ou barril de vinho. Mas o Brasil tem uma tradição de maturação em madeiras nativas vinda do universo da cachaça, e cervejarias estão usando isso para criar produtos com identidade própria. Um dos exemplos mais expressivos é a Daoravida, de Campinas, que conquistou ouro na World Beer Cup 2026 com a Terminus, uma Barley Wine maturada em castanheira. Para contar essa história, Henrique Boaventura recebeu Wagner Falci, co-fundador da referida cervejaria.

Tudo começou em 2017, durante uma visita à Itália para uma colaboração com o Birrificio Del Ducato. Ao conhecer a adega de barricas da fábrica, Wagner ficou encantado. Voltou ao Brasil, comprou dois barris de carvalho, encheu sem preparo adequado e, contra as expectativas, saiu uma cerveja que ganhou ouro no World Beer Awards de 2018. Dali surgiu a obsessão. Em 2022, fez a virada para madeiras brasileiras: castanheira, bálsamo, cumaru e amburana entraram no projeto.

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O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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A Hora Ácida: rolhas

Existe um fetiche bem documentado no universo da cerveja artesanal com o uso de rolhas. Cervejeiros caseiros e comerciais escolhem arrolhar por uma razão simples: a garrafa fica bonita e parece mais valiosa. Estudos confirmam que consumidores pagam mais por cervejas arrolhadas do que por cervejas com tampinha. O problema começa quando essa decisão estética ignora completamente o que a rolha faz do ponto de vista técnico.

Neste episódio da série A Hora Ácida, Henrique Boaventura recebe novamente Diego Simão, cervejeiro da Cozalinda, em Santa Catarina. Diego é referência no uso de rolhas em cervejas ácidas e complexas e vai fundo na ciência e na prática por trás de uma das decisões de envase mais mal compreendidas do setor.

Dê o play e confira esse papo!

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Da agência à cervejaria: a jornada de Vinícius Baumhardt

Todo cervejeiro caseiro já imaginou o que seria viver de cerveja. Poucos colocam isso em prática, e menos ainda chegam a trabalhar numa cervejaria no exterior. Vinícius Baumhardt fez esse caminho, e o ponto de partida foi uma decisão tomada num aeroporto depois de meses de esgotamento. Hoje é Gerente de Qualidade na Uiltje Brewing Company, em Haarlem, na Holanda, com mais de quatro anos na empresa.

Vini é formado em publicidade e trabalhou sete anos como gestor de contas em agências de Porto Alegre. A virada começou em 2008, durante um intercâmbio de um ano na Irlanda. Conheceu Guinness, Hoegaarden e um universo de cervejas que simplesmente não existia no Brasil. Voltou diferente, mas seguiu na publicidade por anos. Até que o esgotamento chegou.

Viajava de duas a três vezes por semana para São Paulo e Curitiba, dormia pouco, e num aeroporto uma colega disse a frase que ficou: “Se tu não tomares a decisão, alguém vai tomar por ti. E vai ser muito mais doloroso“. No dia seguinte, foi trabalhar decidido a pedir demissão. A empresa o chamou para uma sala e anunciou a reestruturação do time. Ganhou rescisão, seguro-desemprego e a janela de tempo que precisava.

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Lacto ou Lachancea? A nova disputa das Catharina Sours

A Catharina Sour parece simples de descrever: cerveja de trigo, ácida, com fruta, cor intensa e muita refrescância. Mas por trás dessa aparente simplicidade existe uma decisão técnica central que define tudo: de onde vem a acidez? O Lactobacillus segue sendo o padrão de referência, mas as leveduras Lachancea thermotolerans estão ganhando espaço no mercado. Para mergulhar nessa disputa, o Brassagem Forte trouxe Plati Pedraja, cervejeiro caseiro e número 1 no ranking nacional de prestígio, com histórico extenso de medalhas em Catharina Sour nos maiores concursos do país.

Antes de comparar os microorganismos, é preciso alinhar o que é uma Catharina Sour bem feita. Para Plati, a resposta está no guia: refrescante, ácida, com caráter de frutas vivas e fermentação limpa. O equilíbrio é inegociável. Acidez em excesso desequilibra; acidez tímida demais descaracteriza o estilo. O alvo é uma acidez firme e lática, aquela que lembra iogurte, não vinagre. O pH ótimo para o estilo, na experiência de Plati, fica em 3,2.

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O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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Anatomia de uma cerveja #2: Daenerys (feat. Fabio Koerich)

Em 2015, sair de um bar com uma cerveja cor-de-rosa na mão era um evento. As pessoas paravam, apontavam e perguntavam o que era aquilo. Era a Daenerys da Armada Cervejeira, ainda sem esse nome e sem a história que viria a acumular.

Neste episódio, Fabio Koerich, o Fabito, um dos fundadores da Armada e cervejeiro caseiro desde 2008, conta a origem da cerveja, a origem da Catarina Sour como estilo e cada detalhe técnico de como reproduzi-la.

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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Fazer cerveja é fácil, o difícil é não quebrar a lei (feat. André Lopes)

Quase todo cervejeiro caseiro já se fez a mesma pergunta: dá para vender? Seja para recuperar o custo da brassagem, presentear com cobrança simbólica ou finalmente transformar o hobby em negócio, a dúvida aparece cedo.

No episódio 324 do Brassagem Forte, Henrique Boaventura recebeu André Lopes, advogado especializado em direito cervejeiro e coautor do livro Direito para o Mercado Cervejeiro, para colocar os pingos nos is sobre o que está na lei e quais são os riscos reais de quem produz fora das normas.

André Lopes atua há quase dez anos na defesa de cervejarias artesanais e já atendeu mais de 400 estabelecimentos em todo o Brasil. O recado dele desde o início foi claro: o objetivo não é assustar ninguém, mas informar para que cada um tome decisões conscientes sobre o próprio risco.

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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Brassando com Estilo: British Strong Ale (feat. John Palmer)

Entre as cervejas de alta densidade da tradição inglesa, a British Strong Ale ocupa um lugar curioso: não é tão robusta quanto um Barleywine, não carrega a oxidação esperada de uma Old Ale, e não tem o amargor proeminente de uma IPA. Ela existe num espaço próprio, entre os 5,5% e os 8% de teor alcoólico, definida principalmente pelo equilíbrio entre malte, ésteres frutados e uma secura no final que contraria a expectativa de quem olha para uma cerveja de alta densidade.

Neste episódio, Henrique Boaventura recebe John Palmer, referência internacional da literatura cervejeira, para uma conversa direta sobre como entender, construir e beber bem esse estilo.

O Brassagem Forte conta com a parceria da Hops Company, da Levteck, da EZbrew e da Cerveja Stannis.

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